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quinta-feira, julho 15, 2004
 
w.w.w@r
Império


"Na Cidade do Rock; três minutos pela Paz e por um Mundo Melhor".
É deste modo que nos é apresentado, no início do séc. XXI, um evento musical que pretende acolher as maiores estrelas do momento dentro de uma área reservada numa qualquer cidade. Na sua propaganda, e diria que também na sua essência, está a ideia de construir uma "outra cidade". Uma cidade que funcione (para quem nela tem oportunidade de viv€r) sob a forma de palco para a catarse humana revestido das mais etéreas preocupações mundiais. Esta "outra cidade" (dentro da velha) é projectada em função dos seus limites e das suas portas, tanto como forma de controlo de acessos como com o intuito de estar melhor defendida. No seu interior existe uma outra ordem que é visível, desejada e absorvida.
Iniciando com o exemplo da cidade que foi construída para o Rock in Rio - Lisboa, parece-me interessante analisá-la enquanto "ideal etéreo" (sem pobreza, migrações ou contestação) daquilo a que alguns pensadores têm vindo a definir como Império.
Poderia ser interessante estabelecer uma relação com o mundo que Arundhati Roy desconstrói através da parábola que faz com o exemplo do Frying Pan Park .
Foucault reconhece a natureza biopolítica da condição desta "nova cidade". O Biopoder encarrega-se de reger e regulamentar o interior da vida social, seguindo-a, interpretando-a, assimilando-a e reconstruindo-a. Deste modo a vida torna-se um objecto de poder, à medida que a sociedade disciplinar (das fábricas, prisões e escolas) vai sendo substituída pela sociedade de controlo (dos mecanismos "democráticos" de integração e comportamento). Para Deleuze e Guattari o problema não estaria em saber porque se revoltam as pessoas mas sim porque não se revoltam, porque não contestam.
No fundo, apetece refazer a pergunta que Nietzsche fez no séc. XIX; onde estão os bárbaros do século XX?
Contudo, nesta breve dissertação, o exemplo anteriormente utilizado não pretende ser mais do que uma forma de introduzir o livro de Michael Hardt e Antonio Negri - "Império", partindo de um exemplo concreto de construção pós-moderna. Na opinião de pensadores como Michael Hardt e Antonio Negri este é o Império que se movimenta. Concorde-se ou não com a substância das questões e teses defendidas no livro esta obra é de irrefutável interesse para académico e científico para a análise do mundo em que vivemos.
Publicado originalmente em 2000 pela "The President and Fellows of Harvard College", o "Império", teve posterior e profusa difusão na Europa . O livro, chega a Portugal numa primeira fase através da sua editora brasileira e, em Abril de 2004, pela mão da editora "Livros do Brasil" .
Na versão portuguesa o livro é-nos apresentado do seguinte modo: "(...) Império é uma obra-prima de filosofia política e assume-se como uma verdadeira utopia. De certo modo, é um novo manifesto comunista". O tom épico da descrição encerra em si mesmo a forma como não o pretendemos abordar. No contexto de uma disciplina de História do Urbanismo, na qual as discussões nos levaram continuamente para a contemporaneidade e em que o elemento central foi inevitavelmente a Cidade, interessa-nos partir para a análise deste livro respeitando as premissas que vêm definidas no seu preâmbulo:
"Procurámos adoptar (...) uma abordagem tão interdisciplinar quanto possível. A nossa concepção visa ser ao mesmo tempo filosófica e histórica, cultural e económica, política e antropológica. Por um lado o nosso objecto de estudo requer uma interdisciplinariedade alargada, uma vez que, no Império, as fronteiras que poderiam justificar uma abordagem disciplinar estreita são cada vez menos numerosas" - pp. 16 da versão portuguesa.
O livro está organizado em quatro partes. Na primeira parte é introduzida a problemática do Império. Nas partes dois e três, reflecte-se sobre a passagem da Idade Moderna para a Pós Modernidade, ou do Imperialismo ao Império. A parte dois é consagrada à cultura e à história das ideias, sendo o objecto da terceira parte a descrição das transformações das formas de produção. Entre a segunda e a terceira parte, é feito um Intemezzo, que funciona como um elemento de charneira onde se abordam as anteriores formas de "Contra-império". Os autores justificam este elemento como um movimento que leva de um ponto de vista ao outro, tal como o faz Marx n'"O Capital", quando se passa dos sistemas de troca à produção. No quarto capítulo procura-se identificar os elementos que poderão levar à queda e declínio do Império.
Nesta dissertação procura-se fazer uma reflexão critica às teses que estarão mais próximas daquilo que é o objecto de estudo da disciplina.
Existe uma ideia generalizada de que o mundo está em Crise.
À retórica da crise têm aparecido associados uma série de discursos explicativos ora de índole económica, ora de valores, ora de vanguardismos mais ou menos intelectualizados, ora provenientes das áreas científicas que estudam a cidade. Mas será que o mundo não tem estado sempre em crise?
Negri e Hardt defendem que um dos princípios inerente à caracterização da Idade Moderna é esse sentimento de crise permanente. Numa visão centrada na Europa, estes autores encontram na modernidade dois conceitos não unitários. O primeiro denominam-no como o processo revolucionário radical, que se caracteriza pela ruptura para com o passado proclamando o paradigma do novo mundo e da vida, centrado na investigação científica e colocando a Humanidade e o Desejo no centro da história. Esta primeira acção é identificada enquanto elemento gerador. O segundo modo da modernidade é concebido de uma forma antagónica para implantar um poder dominante. Opõe-se assim a lógica portadora dos sinais de progresso e de cultura humanista, à lógica terrena de conquista e eliminação da novidade pela força. A crise e o conflito entre estes dois processos são motores da modernidade desvirtuando-se assim, a ideia da sua excepcionalidade ou sazonalidade.
A retórica da crise e do conflito constitui o corpo teórico/discursivo de aceitação da Guerra , fundamentação que na actualidade é levada a extremos jamais vistos. O invariável alerta vermelho, produz uma sensação global de insegurança e destruição, que pode vir a afectar de uma forma determinante a pratica da arquitectura.
As cidades transformam-se no palco privilegiado das operações militares e das principais batalhas, perdendo o seu secular sentido de protecção. A cidade contemporânea tende a perder o motivo que levou os primeiros homens a associarem-se em comunidade que seria o da sua própria protecção - esta cidade transformar-se num alvo mais fácil.
Num interessante artigo Swanford Kwinter e Daniela Fabricius, sobre a cidade dos EUA intitulado "American City" , é referido que 70% do orçamento anual da cidade de Atlanta (Florida) é gasto em vedações e portões. Torna-se assim emergente e aceite uma cultura de Guerra alicerçada na exacerbação de elementos de defesa e no culto da insegurança. Esta estética é cada vez mais aceite e difusa; do brinquedo metralhadora, ao muro com arame farpado ou ao automóvel particular:
"In the 90's, the American car industry was marked by a radical transformation: SUV's began to dominate car sales until they represented over 60% of passenger car industry profits. The modern SUV is hardly more than a 'repurposed' World War II infantry and assault vehicle adapted for urban professionals to extend the garrison-style security of their suburban homes to the new concept of a roaming enclave. Urban dwellers now roam in America and Japanese versions of the original British Rover (engine of the British colonial adventure in Africa), like tourists patrolling their own cities made wild and menacing now their own deliberate neglect.
SUV culture expresses at the same time an ambiguous contempt and hostility for metropolitan existence as well as a longing for redemption of the urban soul through equipment…
As an extension of the post-war station wagon - the first car directly marketed for women (now experienced in operating machinery from their role in wartime munitions factories - nearly 60% of SUV's in the city today are driven by women."
Sobre esta nova estética de guerra e insegurança, será ainda interessante analisar o caso do Ground Zero em Nova Iorque. Num artigo da Times Online publicado dois anos após o 11 de Setembro no seu caderno "Travel" (06-09-2003), James Bone explica como espaços de tragédia se transformam em lugares de peregrinação, referindo por exemplo ao facto que o Ground Zero ser actualmente mais visitado do que eram as Twin Towers.
A crise enquanto retórica ajuda a construir a estética de guerra e o urbanismo da insegurança, sendo esta ideia melhor explicada por Negri e Hardt quando desenvolvem o conceito de Guerra Justa (bellum juste) .
Geralmente este conceito é associado aos antigos impérios, sendo que conseguimos encontrar a sua complexa genealogia nas tradicionais interpretações da Bíblia .
Entretanto este conceito reapareceu no léxico político primeiro com a Guerra do Golfo, depois nos Balcãs, Afeganistão e actualmente no Iraque. A Guerra Justa é baseada na ideia que quando um Estado é ameaçado por uma agressão que seja passível de ferir a sua integridade ou território, pode utilizar o jus ad bellum, o direito de declarar guerra enquanto resposta a uma agressão. O conceito desvaloriza a noção de guerra, transformando-a numa ferramenta ética para atingir a paz perpétua. Os fins justificam os meios. A necessidade de segurança, legitima todo o investimento que o Estado possa fazer na sua defesa, seja como aparelho de controlo interno ou ataque ao possível inimigo. A chave da prevenção passa a ser "act before it happens" .
Se qualquer Sistema Judicial pode ser visto à luz do método como uma estrutura de valores é cristalizada e a Ética como uma parte material do fundamento jurídico, vivemos uma época em que existe uma quase total coincidência entre o elemento jurídico e ético. Expressões como "Guerra Humanitária", "Danos Colaterais" ou "Guerra ao Terrorismo" fazem parte da retórica da Guerra Justa.
Uma das características fundamentais da Guerra Justa é a clareza com que se pretende definir os dois campos opostos, O Bom ou o Mau, o Deus ou o Diabo, o lado da Paz ou o lado do Terrorismo. Estes argumentos e artifícios são utilizados por ambas as partes, sendo mais refinados de acordo com o respectivo fundamentalismo religioso .
Conforme já foi referido as cidades transformaram-se nos principais palcos do clima de guerra permanente. Sendo assim, a arquitectura e o urbanismo, desempenham um papel fundamental no desenho das tácticas de guerra, tanto pela forma como se construiu como na forma da sua destruição.
Na Bósnia, a destruição dos edifícios de uso público (mesquitas, cemitérios e praças) seguia um antigo preceito do planeamento; a ordem social não se manterá apartir do momento em que sejam destruídos os locais de uso colectivo. Em Bagdade a lógica partiu da anulação de todas as redes infra-estruturais que a abasteciam - estradas, redes eléctricas e sistemas de abastecimento de água. Em Belgrado procurava-se a vitória psicológica, os principais alvos eram os monumentos e os edifícios de maior identidade cultural. A substituição, de uma anterior infra-estrutura, utilizando-a para os mesmos fins, foi a estratégia assumida em Jenin, quando os bulldozers irromperam nos campos de refugiados tomando as estradas e "limpando" tudo o que as circundava, aumentando a escala dos vazios para melhor controlar a zona. Aliás é paradigmático constatar os inúmeros arquitectos e engenheiros civis que desempenham postos de comando avançado no exército israelita.
Outra face do discurso de Negri e Hardt é o ataque à ideia de Estado Nação, sendo este um dos pontos de mais acesa polémica .
Os dois autores defendem que o Império emerge do crepúsculo dos colonialismos e da soberania moderna. A sua definição de Império, implica o não estabelecimento de um centro territorial de poder ou fronteiras fixas. A estruturação de um aparelho descentralizado e desterritorializante de governo que progressivamente integre o espaço do mundo inteiro em continua expansão e movimento. Uma das características fundamentais, defendem, é a constatação a todo o momento da existência do terceiro mundo no primeiro e vice-versa.
Assim, constrói-se um sistema de conflitos e em que o seu contraditório serve para reforçar a retórica de ofensiva. Ao mesmo tempo a nova ordem resultante, legitimada pela prevenção, defesa e segurança, assiste à escalada dos actos de guerra e conflitos como um processo natural, ao qual é preciso responder ainda com maior intensidade.
O sistema surge então como um centro que suporta a globalização e todas as suas redes de produção e de distribuição económica, construindo uma grelha que absorve e ordena todas as relações de poder mais significativas. Os Estados só têm interesse enquanto peças operacionais do sistema. Contudo o seu papel é determinante na disposição dos meios de controlo dos "bárbaros" que ameaçam a Ordem. Os "bárbaros" podem ser grupos de fundamentalistas islâmicos ou movimentos pacifistas, pois neste contexto ambos servem para justificar medidas de excepção e procedimentos administrativos ou militares. Negri e Hardt concluem que, tal como Marx refere ser melhor o capitalismo que o feudalismo, o Império é melhor que os Estados Nações soberanos - sendo esta uma das principais teses do livro. Neste contexto ganha especial relevância o papel da Cidade (ou dos aglomerados urbanos) enquanto elemento central de estruturação das vidas.
A ONU prevê que, em 2010, ¾ da população mundial viva em aglomerados urbanos.
Correndo o risco de deixar a cientificidade académica em prol da futurologia, permitimo-nos afirmar que a principal entidade do futuro será a cidade, sobre a forma desses aglomerados urbanos constituídos por centros mais ou menos históricos e alicerçados em enormes massas construídas que se desenvolvem nas suas periferias. É neste ponto que referimos a principal tese defendida (sendo também a menos desenvolvida) em que se defende a existência de um sujeito social emergente que será decisivo para a transformação do mundo: a multidão .
Na definição deste sujeito social procura-se englobar o proletariado, na versão marxista, reconhecendo as alterações nas formas de produção e das relações de trabalho. Por outro lado a entidade povo seria demasiadamente estática e fixa. Assim, pretende-se definir o sujeito multidão como uma massa humana em movimento perpétuo. É inevitável comparar este raciocínio, com o elogio de Rem Koolhaas à urbanidade de Lagos na Nigéria .
Conforme temos procurado arguir a geopolítica pós-moderna, na arquitectura e no urbanismo, está a produzir uma alteração fundamental das respectivas ciências. Seja pelo mundo das cidades inseguras, seja pela estética da destruição, seja pelos muros que reforçam e determinam diferenças, seja pelo devastar de malhas consolidadas...
A prática destas profissões irá, com certeza, sofrer alterações drásticas nos próximos anos e poderá estar no âmbito destas duas ciências a possibilidade de construção de novos caminhos e soluções. Se assim não for, cingir-se-ão à conivência com as mais violentas batalhas .

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1. Parque onde, anualmente, o Presidente dos EUA liberta o peru que escolheu poupar por ocasião de Dia de Acção de Graças, revestindo-se este ritual de uma simbologia de misericórdia guerreira. Retirado da intervenção de Arundhati Roy na abertura do III Fórum Social Mundial na Índia: Roy, Arundhati. Do Turkeys Enjoy Thanksgiving? A Global Resistance to Empire (http://zmag.org/content/showarticle.cfm?SectionID=15&ItemID=4873) 24 de Janeiro de 2004 [citado em Fevereiro de 2004].

2. Negri, Antonio e Hardt, Michael (2001)."Impero - Il nuovo ordine della globalizzazione". Tradução de A. Pandolfi. 1ª Edição ed. Biblioteca Universale Rizzoli, Milão. Publicado originalmente por "The President and Fellows of Harvard College" 2000

3. Negri, Antonio e Hardt, Michael (2004)."Império" .Tradução de M. S. Pereira. 1ª Edição ed, Rupturas. Livros do Brasil, Lisboa. Publicado originalmente por "The President and Fellows of Harvard College" 2000.

4. Os autores falam do desejo, contudo enaltecem também a perspectiva de Spinoza que fala do Amor em vez do Desejo em: Spinoza, Baruch (1985)."Ethics". Edited by E. Curley. Vol. I. Princeton University Press, Princeton.

5. A Guerra não surge com a modernidade; o que é novo na modernidade é o desejo colectivo da Paz

6. Kwinter, Sanford, e Daniela Fabricius. "The American City." In Mutations, editado por Rem Koolhaas, pp. 484-629. Barcelona/Bordeaux: Actar, 2000.

7. Kwinter, Sanford, e Daniela Fabricius. "The American City." In Mutations, editado por Rem Koolhaas, pp. 574. Barcelona/Bordeaux: Actar, 2000.

8. Note-se que o "Império" foi escrito no ano de 2000 conforme é referido no seu Preâmbulo: "Este livro começou a ser escrito bastante depois do fim da Guerra do Golfo e foi concluído bastante antes da Guerra do Kosovo"

9. Sobre esta questão, os autores do "Império", remetem frequentemente para Michael Walzer: Walzer, Michael (1992)."Just and Unjust Wars". 2ª Edição. Basic Books, New York.

10. Noção muito explorada no filme de Steven Spielberg - "Minority Report" (2001)

11. Sobre a religiosidade e o papel de Deus no 11 de Setembro é muito interessante ler o artigo de Saramago publicado no PÚBLICO de 18 de Setembro de 2001 e integralmente reproduzido em: Saramago, José. "O factor Deus." In O Império em Guerra, edited by R. Herrera, pp. 227-230. Lisboa: Campo das Letras, 2002. Original Published Le Temps des Cerises 2001.

12. De Pacheco Pereira a Francisco Louçã o ataque que Negri e Hardt fazem ao conceito de Estado Nação tem sido violentamente criticado. Francisco Louçã e Jorge Costa no seu livro "A Guerra Infinita" dedicam-lhe inclusivamente um capítulo, defendendo que o centro do Império é identificável nos interesses de um Estado Nação, criticando assim a ideia de não-lugar e desterritorialização com que Hardt e Negri caracterizam o Império.

13. "The west, often for reasons of economic expansion, has been curious about other civilizations. The Greeks referred to those who did not speak their language as barbarians, that is stammerers, as if they did not speak at all. But a few more mature Greeks, like the Stoics, noticed that although the barbarians used different words, they referred to the same thoughts." Umberto Eco, "The Roots of Conflict", publicado na "CounterPunch", 15 de Outubro de 2001

14. Nalguns textos em português aparece-nos traduzido como "multitude". Julgo que na versão original se refere o termo italiano "multitudine", sendo a sua mais correcta tradução multidão.

15. Embora exista um livro em preparação sobre Lagos no âmbito das publicações "Harvard Project on the City", Rem Koolhaas tem vindo a publicar alguns artigos sobre o seu fascínio por aquela cidade. Julgo que um dos mais aprofundados seja: Koolhaas, Rem and School, Harvard Design. "Lagos." In Mutations, edited by R. Koolhaas, pp. 650-720. Barcelona/Bordeaux: Actar, 2000.

16. Sobre o papel do arquitecto em acções de guerra é muito interessante o texto do arquitecto Eyal Weizman publicado no último livro de Rem Koolhaas: Weizman, Eyal. "The Evil Architects Do." In Content, edited by R. Koolhaas, pp. 60-63. Koln: Taschen, 2004.
 
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